A corrupção espiritual e o pecado da idolatria

joelhos Neste estudo, é possível perceber que, no contexto geral, a tribo de Dã era muito importante em relação às demais…

Podemos ver que, no contexto geral, a tribo de Dã era muito importante em relação às demais. Talvez esta posição privilegiada diante das demais tenha feito lhe nascer o orgulho no coração.

Sim, porque ela foi uma das que mais se corromperam com a idolatria, chegando mesmo a ser uma verdadeira maldição para o povo de Israel. O seguinte relato retrata o espírito da tribo de Dã:

“Os cinco homens que foram espiar a terra de Laís disseram a seus irmãos: Sabeis vós que, naquelas casas, há uma estola sacerdotal, e ídolos do lar, e uma imagem de escultura, e uma de fundição? Vede, pois, o que haveis de fazer. Então, foram para lá, e chegaram à casa do moço, o levita, em casa de Mica, e o saudaram. Os seiscentos homens que eram dos filhos de Dã, armados de suas armas de guerra, ficaram à entrada da porta.

Porém, subindo os cinco homens que foram espiar a terra, entraram e apanharam a imagem de escultura, a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de fundição, ficando o sacerdote em pé à entrada da porta, com os seiscentos homens que estavam armados com as armas de guerra. Entrando eles, pois, na casa de Mica e tomando a imagem de escultura, a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de fundição, disse-lhes o sacerdote: Que estais fazendo? Eles lhe disseram: Cala-te, e põe a mão na boca, e vem conosco, e sê-nos por pai e sacerdote. Ser-te-á melhor seres sacerdote da casa de um só homem do que seres sacerdote de uma tribo e de uma família em Israel?

Então, se alegrou o coração do sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo. Assim, viraram e, tendo posto diante de si os meninos, o gado e seus bens, partiram. Estando já longe da casa de Mica, reuniram-se os homens que estavam nas casas junto à dele e alcançaram os filhos de Dã. E clamaram após eles, os quais, voltando-se, disseram a Mica: Que tens, que convocaste esse povo? Respondeu-lhes: Os deuses que eu fiz me tomastes e também o sacerdote e vos fostes; que mais me resta? Como, pois, me perguntais: Que é o que tens?

Porém os filhos de Dã lhe disseram: Não nos faças ouvir a tua voz, para que, porventura, homens de ânimo amargoso não se lancem sobre ti, e tu percas a tua vida e a vida dos da tua casa. Assim, prosseguiram o seu caminho os filhos de Dã; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, voltou-se e tornou para sua casa.

Levaram eles o que Mica havia feito e o sacerdote que tivera, e chegaram a Laís, a um povo em paz e confiado, e os feriram a fio de espada, e queimaram a cidade. Ninguém houve que os livrasse, porquanto estavam longe de Sidom e não tinham trato com ninguém; a cidade estava no vale junto a Bete-Reobe. Reedificaram a cidade, habitaram nela e lhe chamaram Dã, segundo o nome de Dã, seu pai, que nascera a Israel; porém, outrora, o nome desta cidade era Laís.

Os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas até ao dia do cativeiro do povo. Assim, pois, a imagem de escultura feita por Mica estabeleceram para si todos os dias que a Casa de Deus esteve em Siló.” Juízes 18.14-31

Esta histórica passagem da tribo de Dã aponta para a corrupção espiritual, pois aquela imagem que levantaram para si veio a servir como laço para a queda do reino das dez tribos de Israel. Séculos mais tarde, Jeroboão deu continuidade à idolatria, exatamente no mesmo lugar:

“Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito! Pôs um em Betel e o outro, em Dã. E isso se tornou em pecado, pois que o povo ia até Dã, cada um para adorar o bezerro.” 1 Reis 12.28-30

Assim, a tribo de Dã se tornou para si mesma e para Israel exatamente o que Jacó havia profetizado a seu filho Dã, quando disse: “Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás” (Gênesis 49.17).

Neste momento, devemos refletir sobre a história e a qualidade de cristianismo que cada um de nós tem desenvolvido até aqui.

 

(*) Trecho retirado do livro “Estudo do Apocalipse”, do bispo Edir Macedo

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